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Mostrando postagens com o rótulo Brasilienses

Entrevista à Associação dos Servidores Aposentados da Câmara dos Deputados

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      n.° 29200 - 5  de fevereiro de 2021 - Sexta Fala, associada Luci Afonso de Oliveira Nascida na cidade de Araxá-MG, Luci Afonso de Oliveira, chegou a Brasília em 1971, onde cresceu. É licenciada em Letras-Português pela Universidade Católica de Brasília. Ingressou na Câmara em 1985, mediante aprovação em concurso público. Trabalhou no Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação, aposentando-se em 2013. Depois que se aposentou, Luci trabalha na área de literatura, como escritora, revisora, assessora literária e coordenadora de oficinas e clube literário. Viajante assídua ela ja foi à Inglaterra, França e Itália, e, mais recentemente, a Nova Iorque. Também viajou pelo Brasil, no interior de Goiás e Minas Geras, e em praias do Nordeste. Luci além de escrever, ler, faz pintura espontânea (método de autoconhecimento), objetos, colagens e garrafas decorativas. É fotógrafa amadora, apaixonada...

Hoje acordei tão Brasília!

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Isolda Marinho Hoje acordei tão Brasília! Meus braços viraram asas Tesouras que cortam moradas em quadras Agulhas que arrematam com linhas difusas as retas que costuram candangas satélites e balões que circundam imaginárias esquinas Tudo se cruzando no grande eixo que é meu corpo de ponte. Meus cabelos são agora coloridos ipês em que cigarras cantantes anunciam tão desejadas gotas de refresco na sequidão. Ah, Brasília! de águas claras, lindas, emendadas onde a esperança tem campo           as emas têm recanto            e o riacho não é raso. Hoje eu sou toda esta cidade! E quando chega o céu lilás me deito no leito de um lago artifício para amanhã acordar de novo — e sempre. Brasília 21/4/20                                    

Clube de Leitura Virtual para Mulheres Maduras

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Meu depoimento para uma tese de doutorado

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Marco Antunes Um postulante a doutorado pede-me que, como animador cultural, agente de divulgação literária e escritor, responda de modo objetivo 20 perguntas para sua tese de doutorado. Como sou apenas um dos 100 escolhidos de diversas áreas, em todo o Brasil, para responder à entrevista, ele me deixou livre para divulgar minhas respostas. Então, aqui seguem 10 que considerei interessante compartilhar.(transcrição do depoimento oral) 1-Comparado ao resto do mundo, em sua área de atuação cultural, como vê a situação do Brasil? Resposta- Empobrecida intelectualmente por uma educação deficiente, por políticas culturais que privilegiam eventos (com finalidade mais de divertimento que de formação) e obras, sem espaço para   oficinas e formação técnica e filosófica de potenciais escritores, tudo somado ao fato de que, por décadas, houve uma impiedosa, unilateral e sem dialética doutrinação de esquerda, a intelectualidade brasileira tornou-se pobre, desatualizada e pa...

Encontro Pré-Carnaval do Clube de Leitura para Mulheres Maduras

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Clube de Leitura para Mulheres Maduras Encontro Pré-Carnaval Autores brasilienses – Alexandra Rodrigues e Cinthia Kriemler Segunda-feira, 17 de fevereiro 19h Café da Livraria Sebinho, 406 Norte, Bloco “C” Aberto ao público

Segundo encontro do Clube de Leitura para Mulheres Maduras

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Clube de Leitura para Mulheres Maduras Segundo encontro Autores brasilienses – Alexandra Rodrigues Segunda-feira, 10 de fevereiro 19h Café da Livraria Sebinho, 406 Norte, Bloco “C” Aberto ao público

Velhinhos de Papel

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Na bela manhã de sábado, 18 de fevereiro, chego de táxi ao Lar dos Velhinhos Maria Madalena, próximo ao Núcleo Bandeirante. O local é amplo e arborizado. As árvores são antigas, a grama está verde por causa das recentes chuvas. Há muitos bancos de cimento, pintados em cores diferentes e a curta distância um do outro, como se o caminhante precisasse descansar a cada dez passos. O ambiente é de paz e silêncio, como uma casa vazia no meio da tarde. Não escrevo há quase seis meses. O computador pifou, o smartphone foi roubado. Perdi todos os arquivos criados ao longo de três décadas. O técnico que supostamente os recuperaria apagou, sem querer, todo o conteúdo do HD. Fiquei sem memória. Por sorte, antiquada que sou, costumo imprimir e guardar tudo. Esse hábito salvou minhas memórias em papel. Minha presença hoje no Lar dos Velhinhos se deve ao convite do escritor e jornalista Arisson Tavares para uma breve entrevista ao seu programa Escritor Solidário . Recebo o roteiro anteci...

BANCA SEM PAREDE

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BRASÍLIA ASSISTE A RARA CONJUNÇÃO CÓSMIC0-ARTÍSTICA-SENSORIAL-DEGUSTATIVA POR QUÊ? Porque precisamos transformar o mundo com arte. QUEM? Escritores incríveis, ilustradores sensacionais, artistas plásticos fantásticos. QUANDO? Sábado, 10 de dezembro, a partir das 13h. ONDE? No ponto de maior concentração energética do planeta. Vênus rege a Ala de Escritores e Editoras Independentes. PICNIK NA PRAÇA DOS CRISTAIS facebook.com/picniknocalcadao www.picnik.art.br bancasemparede@gmail.com

Como nasce uma velhota

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Conheça o processo de criação do livro Velhota, eu?  2ª edição 2013 Equipe Luci Afonso  (autora)  |  Patrícia Meschick  (design e diagramação )  Eudaldo Sobrinho - Neno  (design e ilustrações ) https://www.behance.net/gallery/26185751/Velhota-eu

Querido Fred

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                                                                                                     Luci Afonso Olhou bem a sua volta, para certificar-se de que não era seguida. Apesar do sol forte, vestia moletom com capuz e óculos escuros enormes, que comprara na Feira dos Importados. Viu-se refletida numa vitrine e concluiu que estava mesmo irreconhecível. Deu duas voltas no prédio antes de descer o lance de escadas para o subsolo mal iluminado. Eram quatro horas da tarde. Ninguém ...

A banca exterminadora

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Luci Afonso Apoiei-me bem no tampo da mesa, dei um grito e levantei-me, ignorando a dor dilacerante nas coxas. Abaixo da cintura, tudo doía. Era preciso enorme esforço para levantar da cadeira ou da cama. O ortopedista diagnosticara inflamação no ciático. Isso porque, nos últimos três meses, eu passara horas incontáveis ao computador, escrevendo meu Trabalho de Conclusão de Curso. Apesar da idade, era a primeira vez que eu fazia o TCC. Quando mais jovem, eu começara a faculdade quatro vezes sem terminá-la. Sempre a mesma história: eu passava no vestibular, iniciava o semestre, ia desanimando, começava a faltar e acabava deixando o curso. Desta vez, pretendia me formar. O fluxo curricular se invertera, porque eu havia abandonado o Estágio Supervisionado II por medo dos alunos. Agora, ao TCC se seguiriam dois semestres de estágio obrigatório, mas eu só conseguia pensar num problema de cada vez. Terminada a Licenciatura, planejava fazer uma breve pausa, e logo depois uma pós-gr...

Alice pegou o seio

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Luci Afonso Eu brincava de luzes na sala, quando Dôra apareceu na porta da cozinha: — Alice pegou o seio! — ela disse, radiante. A segunda neta levara doze horas para nascer e, passados três dias, ainda não pegara o seio materno, que explodia em leite. A notícia me encheu de esperança. Eu brincava de luzes quando estava triste. Pegava duas ou três pulseirinhas coloridas e transparentes, colocava no braço esquerdo e o movimentava ao sol. De preferência, às dez da manhã, por causa da inclinação da luz. Me sentava perto da janela e observava o reflexo estendendo-se pela sala e criando um círculo ao meu redor. Sempre gostei de reflexos. Parecem carinhos. Além de brincar de luzes, nos dias mais difíceis — segunda, quarta, sexta e domingo — eu fazia uma festa de mentirinha. Ligava o rádio bem alto, tirava os chinelos e girava descalça pela casa. Parecia louca, mas estava só triste. A gatinha me concedia a dança a contragosto, e meu filho servia de parceiro relutante, mas gent...

Consentimento

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Luci Afonso Lavar a louça com detergente branco como o gozo da noite passada. Arrumar a cama, cobrindo os vestígios de amor no lençol. Dobrar cobertores e alisar travesseiros. Abrir a janela para iluminar o quarto. Trocar toalhas manchadas de prazer. Lavar roupas íntimas a mão com sabonete cremoso. Separar a lingerie vermelha e as calcinhas de seda. Deixar de molho para tirar o cheiro do sexo. Vestir as meias-ligas de renda preta. Usar a tornozeleira dourada. Posicionar o espelho na beira da cama. Esperar nua o barulho da chave na porta. Abrir devagar o zíper da calça preta. Gritar “ai, amor”, quando ele a tomar com força. Consentir quando ele a chamar de “quase noiva”. Dizer ao seu ouvido “Aceito”, quando ele rugir de prazer. Ninguém me disse que era tão fácil ser feliz. Comentários no Facebook: Cinthia Kriemler Que plenitude, hein? Quanta vida nessas marcas e manchas. Feliz por você! E surpresa de t...

A vista de cima

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                                                                                                                                    Luci Afonso Beatriz e Cecília Valentina brincam embaixo de um jovem ipê amarelo. Uma delas sobe no pequeno galho onde despontam os primeiros brotos, a menos de dois metros de altura. — Como é a vista aí de cima? — pergunta Beatriz, que está no chão. Cecília Valentina observa em volta e responde, com enlevo: — É linda, Beatriz! Saio cedo para caminhar. Uso chapéu bordado e levo câmera de bolso para registrar os acontecimentos diários — flores caídas, folhas ao vento, pessoas ao despertar. É a melhor parte do dia, ...