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Mostrando postagens de Março, 2014

A lenda do pé de jambo

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Luci Afonso
Dizem que há muito tempo, numa pequena cidade do interior do Brasil, viveu uma menina de pele clara e perfumada como o jambo. Seu nome era Joaninha. Sua família era grande e pobre. O pai vendia queijos na rua, mas o pouco que ganhava era gasto com a pinga. A mãe trabalhava na casa de uma senhora rica e só tinha folga no sábado à tarde. Joaninha era a mais velha de sete irmãos. Chegava da aula, fazia o almoço, servia as crianças e cuidava delas até a noite. Quando o pai chegava bêbado, os irmãos pulavam na cama e fingiam estar dormindo. Ela punha a janta e depois o ajudava a se deitar. Era a hora favorita de Joaninha. Ela pegava o livro que sempre trazia da escola e sentava num toco de árvore no fundo do terreiro, embaixo da luz do poste. Nesse cantinho, lia estórias de pessoas felizes, que tinham tudo o que desejavam. Quando acabava de ler, pensava com força: quero ser feliz, quero ser feliz, quero ser feliz.

Uma noite, a menina observou que o toco onde sentava para ler hav…

Sposa

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Luci Afonso
Io la vidi non appena attraversò il portone di legno. Il lungo vestito la faceva levitare. Era alta ed esigua come un eucalipto, i lunghi ricci castani erano sul punto di esplodere come l’infiorescenza rossa del flamboia[1].
– La casa sarà lì – disse lei, indicando l’angolo opposto al quale mi trovavo.
Scelse un piccolo ciottolo e lo sotterrò nel futuro locale della costruzione.
– È lanciata la pietra fondamentale – lei proclamò, sorridendo. (È stata un’impressione, o il sole in quel momento ha brillato più forte?)
Tolse i sandali ed attraversò il fiume, bagnandosi i piedi e l’orlo del vestito nell’acqua fresca. Dopo, venne fino alla foresta e benedisse ogni albero, come una generosa madrina. Arrivò vicino a me.
– Che specie è questa? – domandò.
– Non so – rispose l’uomo che la accompagnava. – È quasi morta, non produce nemmeno più fiori. Possiamo tagliarla, se lo desidera.
Lei accarezzò il mio corpo rinsecchito e le mie braccia supplicanti.
– No, voglio farla rivivere – e mi legò…