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Mostrando postagens de Junho, 2016

Consentimento

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Luci Afonso

Lavar a louça com detergente branco como o gozo da noite passada.
Arrumar a cama, cobrindo os vestígios de amor no lençol.
Dobrar cobertores e alisar travesseiros.
Abrir a janela para iluminar o quarto.
Trocar toalhas manchadas de prazer.
Lavar roupas íntimas a mão com sabonete cremoso.
Separar a lingerie vermelha e as calcinhas de seda.
Deixar de molho para tirar o cheiro do sexo.
Vestir as meias-ligas de renda preta.
Usar a tornozeleira dourada.
Posicionar o espelho na beira da cama.
Esperar nua o barulho da chave na porta.
Abrir devagar o zíper da calça preta.
Gritar “ai, amor”, quando ele a tomar com força.
Consentir quando ele a chamar de “quase noiva”.
Dizer ao seu ouvido “Aceito”, quando ele rugir de prazer.
Ninguém me disse que era tão fácil ser feliz.



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Cinthia Kriemler Que plenitude, hein? Quanta vida nessas marcas e manchas. Feliz por você! E surpresa de te ver escrever poema. O que não faz o amor!26 de junho às 15:20