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Mostrando postagens com o rótulo Curiosidades

É possível sim

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(Autor desconhecido) Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo. Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento. Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo li...

Quem não faz, toma

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Metáforas esportivas Boxe Ir a nocaute - ser vencido arrasadoramente Jogar a toalha - dar-se por vencido Ter jogo de cintura - ter capacidade de adaptação Sinuca Bola da vez - centro das atenções Sinuca de bico - impasse Turfe Correr por fora - buscar alternativa Páreo duro - dificuldade Barbada - vitória quase certa Vôlei Levantar a bola - favorecer Xadrez Xeque-mate - momento decisivo FUTEBOL Estar com a bola toda - ter muito prestígio ou cartaz Pisar na bola - cometer uma falha grosseira Dar show de bola - ter ótimo desempenho Vestir a camisa - identificar-se com os ideais de uma instituição Pendurar as chuteiras - aposentar-se Jogar para o time - buscar o bem da empresa e não aparecer Querer ganhar no tapetão - prevalecer sem razão; vencer a contenda sem fazer o embate Estar na retranca - ser retraído, não se mostrar como se é Fazer o meio de campo - levar aos subalternos a orientação superior Ter cancha - ter experiência Quem não faz, toma - fracassar por falta de iniciativa (...

Como assim?

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A qual expressão idiomática correspondem os eufemismos abaixo? - Aplicar a contravenção do senhor João, deficiente de um dos membros superiores. - Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros inferiores. - Deglutir o batráquio. - Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades do acampamento. - Não considerar a possibilidade de a fêmea bovina expirar fortes contrações laringobucais. - Não considerar, sequer, a utilização de longo pedaço de madeira. - Prosopopeia flácida para acalentar bovinos. - Romper a face. (Revista Língua Portuguesa nº 39, janeiro de 2009)

Chateando Camões

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Algumas expressões idiomáticas de países lusófonos Angola Dar gasosa - Entregar gorjeta, gratificação, ou suborno Dar jajão - Simular Apanhar a pata - Ter controle sobre alguém Calça queima bilhas - Calça muito justa Não maia - Não falha, não vacila. Brasil e Portugal Ficar à sombra da bananeira - Ficar despreocupado. Pensar na morte da bezerra - Estar distraído/a Ter macacos (ou macaquinhos) no sótão - Ter ilusões Voltar à vaca fria - Voltar ao assunto com que se iniciou uma conversa. Brasil Bater com as dez - morrer Briga de foice (no escuro) - mulher feia Descascar o abacaxi - resolver problema complicado Ensacar fumaça - fazer trabalho inútil Enxugar gelo - insistir em um trabalho inútil Mudar do saco para a mala - mudar totalmente de assunto Pagar o pato - ser responsabilizado por algo que não cometeu Pensar na morte da bezerra - distrair-se. Portugal Água pela barba - Situação desesperante Cabeça de alho - chocho, distraído, esquecido Chatear o Camões - Ir chatear outra pessoa De...

Operação Narciso

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“Caríssimos, e bota caro nisso, Essa Operação Narciso me deixou aloPrada! Alguém me deFendi. Não sou dessa Alaia. Não é Versace o que Diesel por aí. Sou pessoa Dolce & Bacanna. Pucci que Paris! Estão me pegando para Christian, meu Dior. Preciso de um Cacharel em direito, um cara Valentino para dar um jeito nessa Bottega, antes que coloquem no meu Rabanne. Eu não vou botar o Galliano dentro não. Chloé? Vou continuar minha Missioni. Miu Miu, abraços para vocês! Eliana” (Texto recebido por e-mail)

Em outras palavras

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Judy Wallman é pesquisadora de genealogia nos EUA. Durante pesquisa da árvore genealógica de sua família, deu de cara com a informação de que seu tio-bisavô Remus Reid era ladrão de cavalos e assaltante de trens. No verso da única foto existente de Remus (em que ele aparece ao pé da forca), está escrito: “ Remus Reid, ladrão de cavalos, mandado para a Prisão Territorial de Montana em 1885, escapou em 1887, assaltou o trem Montana Flyer por seis vezes. Foi preso novamente, desta vez pelos agentes da Pinkerton, condenado e enforcado em 1889 ”. Acontece que o ladrão é ancestral comum de Judy e do Senador Harry Reid, do Estado de Nevada. Judy enviou um e-mail ao Senador, solicitando informações sobre o parente comum, mas não mencionou que havia descoberto que o sujeito era um bandido. A atenta assessoria do Senador respondeu desta forma: “ Remus Reid foi um famoso cowboy no Território de Montana. Seu império de negócios cresceu a ponto de incluir a aquisição de valiosos ativos equestres,...

O assassino era o escriba

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Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjunção. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi infeliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido na sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. Paulo Leminski (1944-1989)

UM D14 D3 V3R40

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Leitura intuitiva: depois de ler as primeiras palavras, o cérebro decifrará automaticamente as outras. 3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45=20 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, M45 3l45 C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 4R314. (Texto recebido por e-mail...

Testamento

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Jonas Camargo era um homem muito rico. Escreveu um testamento, mas não teve tempo de pontuá-lo: ‘‘ Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres ”. Até hoje os herdeiros brigam na Justiça, cada um dando uma pontuação diferente ao texto. O sobrinho: “ Deixo meus bens à minha irmã? Não, a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres ”. A irmã: “ Deixo meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres ”. O alfaiate: “ Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres ”. Os descamisados: “ Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres ”. (Texto adaptado de Dicas da Dad , Correio Braziliense , 28/05/03)

Aetnãço, Rvesior

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De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. (Dicas da Dad, Correio Braziliense, 17/09/03)

Você é ilunga?

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A empresa britânica Today Translations ouviu mil tradutores de todo o mundo para selecionar as dez palavras mais difíceis de ser traduzidas. A palavra saudade , exclusiva da língua portuguesa, está em 7º lugar. A primeira posição ficou com a palavra ilunga . Ela pertence ao idioma tshiluba, do Congo, e traduz “ uma pessoa que está disposta a perdoar uma ofensa numa primeira vez, a tolerá-la numa segunda ocasião, mas que jamais perdoará pela terceira vez ”. Em segundo lugar ficou a palavra shlimazi , em ídiche (língua germânica falada por judeus, especialmente na Europa Central e Oriental), que significa " uma pessoa cronicamente azarada "; e em terceiro, radioukacz , em polaco, que significa " uma pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência ao domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro ". Lista das dez palavras consideradas de mais difícil tradução: 1. Ilunga (tshiluba) - uma pessoa que está disposta a perdoar qualquer malt...

Dicas para escrever bem

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· Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, conforme deve ser do conhecimento de V.Sa. Outrossim, tal prática advém de esmero excessivo, que beira o exibicionismo narcisístico. · Evite abrev., etc. · “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia carlos machado, meu professor lá no colégio santa efigênia, em salvador, bahia. · Fuja dos lugares-comuns como o diabo foge da cruz. · Estrangeirismos estão out. · Seja seletivo no uso de gírias, bicho, mesmo que sejam maneiras, sacou? · Nunca generalize: generalizar sempre é um erro. · Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetitiva e a repetição vai fazer com que a palavra seja repetida. · Não abuse das citações. Como costuma dizer meu pai: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”. · Frases incompletas podem causar. · Cuidado com a orthographia, para não estrupar a língua. · Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto é, basta mencionar cada argumen...

“É nóis”

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Ladrões invadiram uma agência bancária no interior do Estado do Mato Grosso do Sul e levaram uma grande quantia. O assalto só foi percebido quando os funcionários do banco chegaram para trabalhar e viram que havia um buraco no teto. Um recado escrito à mão foi deixado no local do crime pelos assaltantes com os seguintes dizeres: “Cem arma, cem drogas, cem violência — agradecemos a preferencia e acima de tudo nossa percistencia — é nóis”. (Revista Língua Portuguesa nº 37, novembro de 2008)

Qual a maior palavra?

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Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico A expressão médica, rara no Brasil, tem 46 letras e descreve quem caiu doente por aspirar cinzas de um vulcão . A segunda maior palavra do idioma é “anticonstitucionalissimamente”, com 29 letras. (Revista Língua Portuguesa nº 35, setembro de 2008)