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O gigolô das palavras

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Luis Fernando Veríssimo Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão!", "Culpa da revisão!"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente. Respondi que a linguagem, qualquer linguagem é um meio de comunicação e que deve ser julgada ex...

Errata

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Luis Fernando Veríssimo Na página 12, linha 16, onde está “Beije-me, desgraçado” leia-se “Deixe-me, desgraçado”. Na página 13, linha 39, onde está “...da tia de Heidegger” leia-se “...da teoria de Heidegger”. Na página 28, o trecho que começa com a frase “Na água-furtada da mansão” e termina em “riso incontrolável” está completamente truncado. A segunda linha do trecho — “quando Melissa e Rudy surpreenderam Athos abrindo a barriga do gato” — deve ser a quarta. A quarta linha — “não posso, não posso me controlar! Quando a lua entra no quarto crescente eu começo a minguar e...” — deve ser a terceira. E a terceira — “uma linha de lanceiros se estendia por todo o horizonte” — deve ser de outro livro. No mesmo trecho, onde está “açude” leia-se “açoite” e onde está “reumatismo” leia-se “pragmatismo”. O autor não pode garantir que a ortografia da palavra em sânscrito esteja exata. E o ponto e vírgula depois de “bolor dos séculos”, claro, é ridículo. Página 111, terceira linha: onde est...