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Mostrando postagens com o rótulo Alexandra Rodrigues

Clube de Leitura Virtual para Mulheres Maduras

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Entrevista com Marco Antunes

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por Alexandra Rodrigues É uma hora da tarde de uma sexta-feira de novembro. Marco Antônio Antunes acaba de conduzir o ciclo de poesia, o último dos horários dessa manhã preenchidos com oficinas de conto, poesia e crônica. A despeito da longa manhã literária, mostra-se totalmente disponível e disposto para uma entrevista, na acolhedora sala do Núcleo de Literatura do Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, em Brasília. 1. Com uma identidade inseparável da existência literária, quem é Marco Antunes, poeta e contista? De onde ele vem e qual o seu projeto literário? Quem eu sou não sei te dizer. Eu não tenho essa consciência que a gente vê em Drummond, que consegue, na primeira página do livro, fazer um projeto literário que irá cumprir até o final da vida, a ponto de chegar em seu último livro, colocar o título de Farewell e ser realmente o último livro. Talvez por isso, ao contrário de Drummond, que conseguiu se resumir de pronto em sete grandes temas, eu tenha feito meu ...

Clube de Leitura para Mulheres Maduras

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Encontro Pré-Carnaval do Clube de Leitura para Mulheres Maduras

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Clube de Leitura para Mulheres Maduras Encontro Pré-Carnaval Autores brasilienses – Alexandra Rodrigues e Cinthia Kriemler Segunda-feira, 17 de fevereiro 19h Café da Livraria Sebinho, 406 Norte, Bloco “C” Aberto ao público

Segundo encontro do Clube de Leitura para Mulheres Maduras

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Clube de Leitura para Mulheres Maduras Segundo encontro Autores brasilienses – Alexandra Rodrigues Segunda-feira, 10 de fevereiro 19h Café da Livraria Sebinho, 406 Norte, Bloco “C” Aberto ao público

Clube de Leitura para Mulheres Maduras

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Clube de Leitura para Mulheres Maduras Primeiro encontro Autores brasilienses: Alexandra Rodrigues Quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020 19h Café da Livraria Sebinho, 406 Norte, Bloco “C” Aberto ao público

Mais comentários sobre VIagem ao Sul de Mim

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Alexandra Rodrigues Querida Luci, gratidão por sua  gentil mensagem! Já li e reli seu livro. Ele me emocionou, surpreendeu e esperançou!  Continue escrevendo por amor dos deuses e dos humanos e pelo encontro imprescindível de ambos nas esquinas da vida.  Beijos Profa. Livila Maciel  (Universidade Católica de Brasília) Agradeço pelo carinho e pela lembrança, enviando para mim um maravilhoso presente: o seu livro! Encantaram-me sobremaneira as suas memórias e a poesia de sua escrita. Continue escrevendo e nos dando a graça de ler seus textos. Sandra Daher Oi,  Luci, li suas crônicas de Viagem ao sul de Mim,  gostei muito. Adorei o  título do livro e a crônica quer lhe dá o nome: afetuosa, ao tratar de assuntos de família tão caros a você. Todas as crônicas são muito boas, enfim. Seu estilo é muito pessoal e cativante,  parece mesmo você falando amorosamente ao leitor,  sempre o estimulado a ir adiante para conhecer o...

Nova Senhora dos Gatos

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Está pronta a segunda edição da Senhora dos Gatos. Você está pronto para essa beleza? Ilustrações: Márcia Bandeira e Lelo Projeto gráfico: Patricia Meschick Prefácio: Alexandra Rodrigues Pedidos: luciafonso99@gmail.com

Parvoíces

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Alexandra Rodrigues Parvoíces do teu primo – foram as primeiras palavras que li no ar, contaminadas ainda de solo lusitano. Estavam escritas em letra familiar num envelope que acompanhava meia dúzia de presentes escolhidos com a ternura de quem muito bem se quer e pouco se encontrara nos últimos anos. Parvoíces, um termo que se infiltrara nos subterrâneos da minha memória. Uma palavra de sentido duvidosamente pejorativo, que navegava pelo oceano de memórias do meu passado. Sabia que era impossível traduzir. Ainda tentei fazê-lo, mas era uma parvoíce traduzir intenções que só fazem sentido na cultura portuguesa. E assim, pus-me a relembrar as parvoíces vividas na última tarde de visita a Lisboa, na esperança de compreender o sentimento que percorre tão inusitado vocábulo. Eram três horas da tarde de um escaldante domingo de Agosto. Embrenhei-me pelas estreitezas misteriosas de Alfama na direção do saudoso beco das origens, berço de meus pais. Vi-me cercada pelas alturas apertadas d...

Mulheres de Papel

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O Programa Prosa e Verso, apresentado semanalmente por Marco Antunes e Tuka Villa-Lobos na Rádio Senado, comemorou os 50 anos de Brasília entrevistando e apresentando a obra de seis escritoras da cidade: Alexandra Rodrigues, Amneres Santiago, Cinthia Kriemler, Francinne Amarante, Isolda Marinho e Raquel Melo. Os programas comporão dois CDs a serem lançados no próximo ano. É puro encantamento ouvir vozes tão sensíveis e tão queridas.

Fragmentos de Viagem

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Alexandra Rodrigues Domingo, 10 horas Aos domingos o corpo e a vontade bifurcam-se na esquina do dia, a taquicardia incontrolável, o pensamento sereno. Parece que do meio-dia para a tarde é assim mesmo, o coração do prolapso mitral desobedecendo ao coração que mora fora da caixa torácica. E esse outro desembestado pelo mundo, cada vez mais cristal, tremendo diante de uma flor lilás, diante de uma criança no estacionamento, de pé descalço e mão estendida. Não devia haver crianças solitárias aos domingos. Terça-feira, 11 horas Muda o cenário e a narrativa: deixo o cerrado, chuvas esquecidas e aventuro-me pelas veredas de Guimarães Rosa na aula de literatura. Enfrento a calamidade do quente, no sertão onde a luz assassina demais, para desendoidecer o dia, leio palavras inventadas de livre pensador e mais que livre escrevedor. Faço anotações medindo cruzado pelas margens do livro, descubro que por pura soletração de si ninguém chega na terceira margem; que o Arrenegado, Cramulhão, o Não-se...

Um amor na contramão

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Alexandra Rodrigues A mulher seguiu, obediente, a placa que indicava o caminho à direita, evitou a contramão com medo de contrariedades e atolou-se por ali mesmo, em terra de certezas. Era mulher feita, desfeita em pesadelos de nuvens altas. O amor a chamava do outro lado da rua. Um amor de pé quase descalço. Um amor de suave estremecimento e simplicidade na casa do coração. Um amor de vegetação ressecada coroada de raras e enigmáticas flores vermelhas. Um amor de transparências aquáticas onde fluía a força da água em pedra dura, esculpindo vales e silêncios. Um amor de essencialidades amanhecidas que massageavam a alma. Um amor de sabedoria anunciada no sibilar de singelas palavras que cruzavam internos caminhos. Um amor que cantava o sabiá e observava a formiga na folha paciente do verde dia. Um amor de tarde para a noite, cristal coberto de pequeninas flores azuis. Um amor de sossego que despertava a luz do sol e se banhava no córrego da lua. Um amor cozinhado em fogo de lenha. A mu...

Silêncios

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Alexandra Rodrigues I. Ela tinha-se especializado em recortar silêncios: agrestes, ensolarados, marítimos, delicados origamis suspensos no fio do sentir. Colecionava os silêncios em baús de espuma e maresia. Havia dias em que os silêncios a visitavam de manhãzinha, ainda ensonados, sonhadores. Eram os silêncios perfumados do despertar. Silêncios que espreitavam através da vidraça e enfeitiçavam o dia. Havia silêncios trancados à chave em uma caixa de vidro translúcido. E também silêncios azuis de solidão inacabada. E procissões de silêncios cristalinos atravessados por finos raios de luz. Havia silêncios que gemiam ao vento, silêncios de brisas e eternidades que ressoavam na catedral da existência como sinos de domingo. E que guiavam passos inseguros no labirinto do infinito. II. O silêncio infiltrou-se lentamente pela sola dos pés e conseguiu chegar até à alma. Ela sentia-se leve como um passarinho que reencontra a direção do sol. O silêncio foi penetrando, devagarzinho, pelas frestas...

As águas do meu Nilo

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Alexandra Rodrigues O rio Nilo secou! Amanhã de manhã você lerá essa manchete no jornal da sua cidade. Se você morar em outros Egitos, poderá ensaiar a tradução livremente na língua do seu faraó: o rio Amazonas secou, ou o rio São Francisco, o Guaíba ou o Parnaíba. Não importa em que leito o seu rio corra: secou o rio da sua aldeia, o rio dos desejos da sua adolescência e juventude, o rio pelo qual navegou livremente a sua imaginação; secou o rio que banhou as margens dos seus sonhos e que encharcou de esperança a navegabilidade da sua vida; um rio situado em algum território impreciso entre o passado e o futuro, pelo qual você desceria um dia em viagem marcada no mapa do seu corpo e combinada com a sua melhor amiga. Imagine a amiga de uma vida inteira, aquela que você conheceu aos 13 anos no colégio, a quem confiou seus medos e segredos, aquela que se tornou mais que sua irmã, de quem você se separou com inaudível dor quando foi morar em outras terras e o destino as a...