Sobre mãos, palavras e ipês
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Luci Afonso Estou imersa em palavras. Além de estar revisando o segundo livro de uma amiga, que será lançado no próximo mês, estou reeditando meu primeiro livro, que deverá sair em setembro. Ambos estão recheados de histórias de infância, maturidade e velhice. Ambos falam da literatura como necessidade de sobrevivência da alma. Ando às voltas com epígrafes, padronizações e paralelismos. Minha obra foi reinterpretada por dois jovens designers em novo projeto gráfico e novas ilustrações. Minha amiga tem dois assessores talentosos. Sensibilidades e experiências de jovens e maduros conversam no meu pequeno escritório. Afetos e vivências se aconchegam nas frias manhãs de julho, enquanto as sinfonias literárias vão sendo compostas a várias mãos. As histórias invadem meus sonhos. Uma menina atravessa o rio de canoa em direção ao mar, confiante na mão materna, que segura a sua: são personagens da amiga. Para recuperar a vontade de viver, uma mulher mergulha na noite com ...