O que vejo


Isolda Marinho


Quando olho quase tudo e nada vejo
Apenas fito leves riscos de lampejo
Não vislumbro o horizonte que almejo

Contemplo o sonho invisível que não olho
sob a luz indivisível do meu olho
Miro enfim o que aparece, não escolho

Quando observo as tantas curvas que tracejo
Prevejo até além das linhas de minha palma
É que atingi o ritual do meu cortejo
Então me vejo com o olhar da minha alma



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