Abram ALAS



A Semeadora conclama poetas de todos os cantos da cidade para o II Sarau da ALA, mais nova entidade cultural de Brasília. Eles atenderão prontamente ao chamado de paz, pois sabem que a poesia é a última trincheira contra a indiferença que ameaça a espécie.
Ao som do violão, um deles sonhará com uma manchete de jornal que celebre encontros como este, e não o último episódio de violência. Outros vão declarar sua paixão pela Capital e sua tristeza ao vê-la saqueada por bárbaros.
Uma criança-poema rabiscará palavras que ainda não tem coragem de dizer em voz alta, mas que vão crescer e fertilizar futuros vinhedos.
Testemunhos gravados em revoltos cadernos de espiral, o coro de vozes iguais e a intimidade do riso irmanarão almas. A Poetisa fecundará corações e mentes. As Gêmeas sobressaltarão os mais vividos com a ardorosa juventude.
No círculo infinito de amores e sensibilidades, surge uma comunhão só exprimível em versos. A Cronista experimenta uma completude que há tempos não sentia. Não saberia expressá-la num poema, mas humildemente saúda a beleza que pulsa à sua volta e agradece aos poetas-guerreiros o instante sublime.



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